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29 de jan de 2016

Salva por um triz!

Numa dessas madrugadas em que o sono escapa pela janela, fiquei resolvendo coisas e quando o pensamento passou pelo jardim, decidi que já havia investido muito tempo e cuidados com minha teimosia em cultivar uma pereira num vaso. Quase dois anos esticando o olhar de esperança, podando, adubando, regando.

Decidi que naquele dia eu dispensaria aquele sonho de reviver minha infância, com as manhãs cheias de pereiras floridas, que me espiavam pela janela dos quartos. 

Todas as manhãs passo a horta/jardim do terraço em revista, antes mesmo de tomar café. É um exercício que me faz tremendamente bem. Ver os verdinhos crescendo, algumas verduras resistindo ao duro calor e aos golpes de vento. De vez em quando volto para a cozinha com um punhado de amoras, ou verdinhos para a salada do almoço. Na temporada de micro-tomates os bolsos voltam cheios.

Naquela manhã fui de vaso em vaso fazendo de conta que a pereira não existia. Talvez uma dúvida sobre a decisão de arrancá-la da terra.

Deitei meu olhar de pena para aquele mini-tronco teimoso e não pude deixar de sorrir. Por que não dizer que me espantei?

No meio das três únicas teimosas folhas, radiantes, duas florzinhas. Agora já são três. E encheu de folhas novas. Vá entender!


Torçam comigo por elas, por favor!



4 comentários:

Justine disse...

A perseverança da natureza - e dos humanos a ajudarem! Que bom que a pereira resolveu tornar seu sonho realidade e trazer a infância para a sua varanda...
Estou a torcer com toda a força!
E vá dando notícias:)))

Clarice disse...

Justine, assim como os sonhos, alguns se perdem pelo caminho e só resta uma flor, mas a danadinha vai ficar pelo menos mais um ano.
E as tuas amoras?
Beijo

Dalva M. Ferreira disse...

Uma pereira tímida!

São disse...

Estou torcendo, pode crer!

Bom Carnaval e beijos serpentinados :)