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26 de dez de 2016

O sono mole da dupla

Há um horário entre 18 e 22:00 horas que eles tombam.

Sunshine, sem pelos, ainda precisa de uma roupinha para se acomodar, apesar do calor.

De vez em quando dá uma invejinha!


1 de dez de 2016

7 de nov de 2016

Meu amor pela água nasceu assim

Desde pequenos aprendemos a cuidar da água, que chegava em casa desde uma fonte lá no morro, bem longe, talvez uns dois quilômetros. Estive lá na fonte poucas vezes, sempre pra limpar o filtro do cano, tirar uma folha que entupira a entrada.
Espiávamos o morro pra ver se não aparecia algum boi extraviado. Bebíamos na concha da mão aquela água quase gelada, que descia  o morro por canos enterrados e nos servia para tudo. Nunca nos fez mal bebida assim. Em casa passava pelo filtro de cerâmica, aquele de velas, que eu odiava lavar.  

Havia tanques na casinha - que nunca foi chamada de edícula, que horror de nome! Para ter uma ideia, a primeira porta da tal casinha era uma grande gaiola, onde foram criados frangos, galinhas, até coelhos. 

Depois um sanitário. Aí vinha um banheiro bem grandão, com um chuveiro de água fria e um chuveiro de fazenda, daqueles de encher com água aquecida no fogão,de puxar a cordinha pra soltar água. Chuá!!!



Aí vinham os tanques de água.Um de água limpinha, tão limpinha onde lavávamos às vezes as frutas e as cenouras colhidas na horta. A água escorria para outro tanque, onde se enxaguava a roupa, e o terceiro acolhia a primeira lavagem, sempre com sabão em pedra. Essa água escorria para as árvores, quando ficava muito suja. 








(Olha a audácia de desenhar. Era mais ou menos assim.)

Eram caquizeiros, pés de vime, copos de leite, tudo regadinho sem esforço. E lá mais embaixo, depois da taipa de pedras, os pés de milho da vizinha ainda tiravam uma casquinha. Depois, a água já purificada do sabão ecológico, ia pro rio, que nem sempre era tão limpo assim e onde tomávamos banho, quando o verão explodia.

Essa relação com a água tinha um acento de fartura, de um nunca mais acabar. Mas não abusávamos dela. O banho era curto, mesmo quando aquela lata suspensa foi substituída por um chuveiro que aquecia, colocado num banheiro recém construído, grudado na casa. Oh, luxo dos luxos!

Quando crianças, usávamos uma banheirinha de latão, de zinco talvez. A água escoava num ralo, do chão da despensa para debaixo da casa,onde não havia nada, só terra seca, quase inacessível. Então essa água com cheiro de sabonete, de banho de sábado, iria perfumar teias de aranha e espantar algum rato desprevenido. Nos dias de inverno com geada, essa era a opção.

Banho de sábado. Não tinha banho todos os dias, imagina! Justamente porque o chuveiro ficava fora da casa, ou, quem sabe, se lavar os pés, o rosto e a bunda fosse suficiente. Mas no sábado era uma esfrega geral. Sem esquecer atrás da orelha, hein!

Esse ritual vinha antes das aulas de catecismo. Na volta delas a vida voltava ao normal: trocar de roupa,subir em árvore, ler algum livrinho, brincar de casinha ou boneca.(

Aí as pessoas se vão pela vida e só tem água com cheiro de cloro ou numa garrafa. Beber da fonte, na concha da mão, nem pensar! 

Um dia desses comentando sobre o assunto com uma de minhas irmãs ela acrescentou: Lembra como era nosso cabelo com aquela água?

E eu emendo: E a água cristalina, que a gente tomava das valetas da estrada, quando ia caminhar com a turminha e dizia que era pura se tivesse passado por sete pedras? De onde saía isso? Por que ninguém ficava doente?

Suspiro...
Suspiro...Suspiro...


21 de out de 2016

Adeus, querido Lenzi!

Uma das pessoas de mente mais aguda e perspicaz. Culto e inteligente. Sério e debochado. Uma pessoa que acompanhava meu pensamento e se antecipava a ele. Um dos poucos que me desafiava: “Melhore o argumento!” “Ainda não me convenceu.” “Continue...continue.”

Qualquer assunto poderia ser abordado, inclusive os extremamente pessoais e dolorosos. Quase acadêmicas as discussões. Se ficassem muito intensas parávamos quase ao mesmo tempo, trocávamos um olhar e o assunto mudava. Vinha a música, o teatro, a literatura.

O lado profissional ou famoso dele só era abordado quando algum caso o incomodava, se obtinha algum sucesso trabalhoso, e quando a nomeação almejada na área da Justiça chegou.

Ficávamos em qualquer mesa de bar ou restaurante e a conversa se desenrolava sem ponteiros. Se batia a fome pelo adiantado da hora, pedíamos qualquer coisa e a conversa seguia solta e sem fim, até que um dos dois lembrasse do relógio. Um abraço generoso, um beijo e a vida seguia até o próximo chamado ou encontro ao acaso.

Se topasse comigo na praia, interrompia a caminhada e chamava uma água de coco ou cervejinha. ”Enchendo os olhos na praia, lageano?” Ele fingia uma zanga divertida: ”Só tenho olhos pra ti, italiana difícil!” E ria, debochado.

Sua cretina!, você dizia com um sorriso, quando eu, maliciosamente, desviava uma discussão, fugia dos galanteios de conquistador, ou ganhava de seus argumentos. Eu devolvia: Não seja canalha!

Quando se via sem saída arranjava um palavrão sem censura. Ou gargalhava, talvez para se contradizer e me surpreender.

Existia uma paixão no ar, mas não havia chance de deixar que progredisse. Nosso melhor lado era a amizade. Até aquele dia que nos descuidamos, brigamos feio por um motivo idiota e nos afastamos. Para sempre, agora eu sei.

Ontem descobri, quase por acaso, que você morreu há dois anos. Como você fez isso comigo, italiano? Ir sem aviso, sem outro encontro?

Eu olhei para o computador e não sabia se chorava ou chamava você de tratante.

Como você saiu de uma discussão que extrapolou nosso acordo e ficou tanto tempo inacessível, sem me dar a chance de gargalhar sobre essa tolice como fizemos tantas vezes?

Que jeito de zerar o placar, lageano! Que surpresa sem graça! Que dor! Que dor! Que dor!

Por que eu sempre achei que um dia nos sentaríamos outra vez para falar de tudo e nada? Por que eu continuei afastada, pensando em você como um dos meus melhores amigos e achando que você era eterno? 

Porque você é.

11 de out de 2016

Vai comprar? Vai Gastar?

O que você gasta quando compra alguma coisa não é o dinheiro. O que você gasta é o tempo de vida que usou para ganhar aquele dinheiro. José Mujica

30 de set de 2016

Encontrei por aí

"Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas, valem muito mais que isso...
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto..."
[José Saramago]


Será mesmo do Saramago?

Justine a palavra é sua.

29 de set de 2016

Gostosuras da Infância

Existem alguns doces e sobremesas que não precisam de nomes bonitos nem sofisticados. Basta que tragam aquele saboroso gostinho de infância.
Peras em calda eu coloco nessa lista. Como de olhos fechados. Gosto de todo jeito, quente, gelada, calda que vira refrigério no verão. Com muita canela e uma pitada de cravo da índia, açúcar e nada mais é a que mais gosto. Ou coroando com calda de chocolate. Mais chique? Fervida em vinho tinto e especiarias. Assadas no forno...
Então com sua licença, que agora vou preparar as que comprei no sacolão do bairro de manhã. Lindas, suculentas e cheirosas.


2 de set de 2016

Darcy, meu Eros sem Tanatos


Confesso sem receio: Eu tinha uma queda por esse cara. Nada erótico, nada hormonal. Aquele jeitinho dele de olhar e, principalmente, o sorriso maroto, o mastigadinho apressado da fala me paralisavam em frente à televisão, enquanto ele desfiava sua cultura e paixão por tudo. Vi e ouvi todas as entrevistas que pude. Revi muitas. Não disse que tinha uma queda? Era uma queda e tanto! Não acompanhei a carreira política, exílio, etc, nem nada, não é uma avaliação de seu desempenho isto aqui. 
Eu sabia de seu envolvimento e amor sem medida pelo povo como uma unidade, sem patriotada, e pelos índios E pelas mulheres!
Era um namorador, conquistador incorrigível, apaixonado pelo corpo e alma das mulheres. Ai de mim se eu o tivesse conhecido ou convivido com ele. Seria um voo sem volta. Ele era um apaixonado também pelo amor, pela sensualidade, pela vida.
Tive a enorme, a indescritível sorte de comprar Casa Grande e Senzala(40ª edição da Record) prefaciada por ele. Já li e reli incontáveis vezes aquela enormidade de prefácio. São páginas e páginas de pura sedução, cultura, lirismo, humor e paixão. Quase nem li o livro, tamanha a capacidade de Darcy de cativar com um assunto que poderia ser tão árido como a composição e características de todos os tipos da raça brasileira, seus encantos e mazelas.Quem tiver a oportunidade leia. Só o prefácio dele já vale o livro.
Há uma frase que ele reproduziu em uma entrevista, de uma história de um índio, que me emociona. Haviam morrido a mulher desse índio e seu filho. Contava Darcy que o amor que tinham era tanto, que o índio simplesmente deitou na rede "e se morreu".
Apagou de amor. "Ele se morreu" é diferente de "ele se matou" ou "ele se suicidou". Que frase!
Instigada por um texto escrito  no Facebook sobre o amor, retornei a um livro que devorei aos prantos quando ele morreu: Eros e Tanatos.
Ele queria, implorava em poesia para viver mais e escancarou o que tinha para negociar por mais e mais e mostrou as razões do pedido, contou das mulheres que amou, por quem se apaixonou, com quem apenas esbanjou sensualidade.
Segue a introdução a uma das partes do livro(página 62), onde ele começa a mostrar a paixão pelo feminino e grita por mais tempo. O Eros.
"Amar é meu modo de viver. No amor floresço.Sem amor, murcho. Falo do amor inteiro, carnal e sentimental. Há o só carnal. Tesões ferozes que às vezes nem se concretizam nunca, mas ai ficam, cultivadas no peito, no sexo, contaminando as confluências amorosas e as circunstanciais. Há, também, o outro, o só espiritual. Anjo sem asas se arrastando, saltitante. É, às vezes, o triste destino do amor exaurido, se convertendo em amizade fraternal, digno. Digníssimo até, mas insípido. Insipidíssimo. Deus me livre e guarde,(Darcy Ribeiiro, Migo,1988)"
Que saudade de você, Darcy das paixões todas!

31 de ago de 2016

Para uma amizade quase amor




Inquietude
Quem mandou, oh, incauta, abrir uma fresta da cortina e deixar que entrasse a luz?
Quem mandou abrir a caixa de recortes, flores secas, bilhetes e fitas?
Quem mandou que trouxesses as palavras há tanto guardadas, 

que se transformaram em espada e te puseram no chão,
sofrendo por um amor que nem tiveste?
Quem te guia, zonza de lembranças,
por esta noite sem lua, sem rumo?
Quem mandou revolver o fundo do lago?
Isso é só o desejo impossível de ser tudo outra vez, tonta!
Guarda presto essa saudade do que nem foi vivido,
essa agonia do que teria sido.
Nessa lembrança jamais houve qualquer plano.
Por que sentes saudade do que foi apenas 
a doçura de um risco no céu?
Fica em silêncio, afoga o nó na garganta.
Deixa que repouse a cortina outra vez
antes que desembeste a represa.I
Repousa o passado onde lhe cabe ficar.
Cerra os lábios e te cala. 
Tira dos olhos as imagens do que nem foi amor,
mas violento e enganoso fogo que tudo consumiu.


Menos a lembrança, essa cruel companhia que me trai.

Para uma amizade quase amor

nquietude
Quem mandou, oh, incauta, abrir uma fresta da cortina e deixar que entrasse a luz?
Quem mandou abrir a caixa de recortes, flores secas, bilhetes e fitas?
Quem mandou que trouxesses as palavras há tanto guardadas, 

que se transformaram em espada e te puseram no chão,
sofrendo por um amor que nem tiveste?
Quem te guia, zonza de lembranças,
por esta noite sem lua, sem rumo?
Quem mandou revolver o fundo do lago?
Isso é só o desejo impossível de ser tudo outra vez, tonta!
Guarda presto essa saudade do que nem foi vivido,
essa agonia do que teria sido.
Nessa lembrança jamais houve qualquer plano.
Por que sentes saudade do que foi apenas 
a doçura de um risco no céu?
Fica em silêncio, afoga o nó na garganta.
Deixa que repouse a cortina outra vez
antes que desembeste a represa.I
Repousa o passado onde lhe cabe ficar.
Cerra os lábios e te cala. 
Tira dos olhos as imagens do que nem foi amor,
mas violento e enganoso fogo que tudo consumiu.

Menos a lembrança, essa cruel companhia que me trai.

Para uma amizade quase amor

Inquietude
Quem mandou, oh, incauta, abrir uma fresta da cortina e deixar que entrasse a luz?
Quem mandou abrir a caixa de recortes, flores secas, bilhetes e fitas?
Quem mandou que trouxesses as palavras há tanto guardadas, 

que se transformaram em espada e te puseram no chão,
sofrendo por um amor que nem tiveste?
Quem te guia, zonza de lembranças,
por esta noite sem lua, sem rumo?
Quem mandou revolver o fundo do lago?
Isso é só o desejo impossível de ser tudo outra vez, tonta!
Guarda presto essa saudade do que nem foi vivido,
essa agonia do que teria sido.
Nessa lembrança jamais houve qualquer plano.
Por que sentes saudade do que foi apenas 
a doçura de um risco no céu?
Fica em silêncio, afoga o nó na garganta.
Deixa que repouse a cortina outra vez
antes que desembeste a represa.I
Repousa o passado onde lhe cabe ficar.
Cerra os lábios e te cala. 
Tira dos olhos as imagens do que nem foi amor,
mas violento e enganoso fogo que tudo consumiu.


Menos a lembrança, essa cruel companhia que me trai















23 de ago de 2016

Cadê meu pé de meia?

Olha a ideia genial para aproveitar meias sem par, meias furadas, meias perdidas,meias cafonas. A boa ideia veio desta página, que tem muito para ver. 

Pode encher a cobrinha com restos de espuma de travesseiros velhos, ervas secas, sementes, areia.

3 de ago de 2016

2 de ago de 2016

Coisas da horta

Essas duas atendem minha urgência e curiosidade

A vagem de ervilha é espetacular, tanto na rapidez de crescimento quanto na fartura de vagens. Fácil de cultivar e só exige algumas horas de sol, terra adubada e água. Deliciosas tanto a vagem quanto as ervilhas. 
Olha que fartura no pé com menos de dois meses. Está plantada numa floreira comum. O vaso que aparece atrás é dos mirtilos preguiçosos.Tem que armar apoio porque enche mesmo de ramas e vagens. 


Olha a pitanga metida na foto. Uma das sete que vingaram. 

Elas são roxas mesmo. Não é efeito da luz. Veja mais de perto( a foto é da internet).

Caso alguém se interesse em comprar semente para cultivar, procure por PISUM SATIVUM SHIRAZ. 

A outra é a mostarda chinesa. Um pouco de sol, terra boa, água e só! Não tem frescura nenhuma, brota fácil, cresce rápido e pode ser comida crua ou cozida no vapor, salteada na manteiga ou no azeite. 
Essas são de meu canteiro.













Eu, que não aguentei a curiosidade, colhi algumas folhas, mas se deixar chegarem ao seu ápice, ficam assim.




Duas delícias, sem dúvida.

As duas podem ser encontradas em sites que vendem sementes, por preço muito acessível.

Se plantar a ervilha, deixe uma vagem secar no pé para ter sementes para plantar.

Sugestão de sites onde comprar delícias:

23 de jul de 2016

O princípio do desmoronamento

Li no blog de minha amiga portuguesa "Justine"
Cabe à Europa, serve a qualquer país.

"Apontas para o rosto sarcástico do sol de Inverno
E disparas. Há tantos meses que não chove – reparaste?
É o próprio céu a desistir de ti. E mesmo assim tu disparas, só sabes disparar.
Estás enganada, Europa. Envelheceste mal e perdeste a humildade.
Não é contra o sarcasmo que disparas, não é contra o Inverno,
Nem sequer contra o insólito, contra o desespero.
Tu disparas contra a luz.
Podes atirar-nos tudo à cara, Europa: bombas, palavras, relatórios de contas.
Podes até atirar-nos à cara um deputado, uma cimeira.
Mas os teus filhos não querem gravatas. Os teus filhos querem paz.
Os teus filhos não querem que lhes dês a sopa. Os teus filhos querem trabalhar.
Há tantos meses que não chove – reparaste?
A terra está seca. Nem abraçados à terra conseguimos dormir.
Enquanto te escrevo, tu continuas a fazer contas, Europa.
Quem deve. Quem empresta. Quem paga.
Mas os teus filhos têm fome, têm sono. Os teus filhos têm medo do escuro.
Os teus filhos precisam que lhes cantes uma canção, que os vás adormecer.
Eu acreditei em ti e tu roubaste-me o futuro e o dos meus irmãos.
Se estamos calados, Europa, é apenas porque, contrários ao teu gesto,
Nós não queremos disparar."

(Filipa Leal)

O blog de Justine, para visitar e nunca mais abandonar
https://quartetodealexandria.blogspot.com.br/

22 de jul de 2016

Enche meus olhos

Hoje quero recomendar uma visita sem contar do que se trata.

Entre aqui. Não demore.

Sabe aquela invejinha boa, aquele espanto de admiração?

Enche meus olhos! 

Encha seus olhos!

13 de jun de 2016

Simpatias do mês de Junho

Quem nunca, né?
Quais você conhece? Quais você já fez? 
A da aliança? A dos feijões? A dos pingos de vela?

29 de mai de 2016

Variações sobre o mesmo tema


1. Diz Paulo KB que o molusco foi visto num hospital. Será que teve que esperar uma noite inteira sentado para ser atendido? Ficou numa maca no corredor? Foi atendido por um médico cubano?

2. Será que é a doença do arrependimento? Sim, ele declarou-se arrependido por ter escolhido aquela senhora para substituí-lo. Há muito se sabe que o plano era colocar alguém que não fosse tão popular quanto ele para não fazer sombra, o que melhoraria as chances dele em 2018. Nem dois Santana dão jeito!

3. Alguém próximo do molusco conta que, perguntado sobre os próximos passos de reação ao governo de Michel e as medidas que o interino vem tomando; se está seguindo com o planejamento da volta daquela senhora, teria dito que agora é hora de rezar.

Enquanto isso as bombas gravadas fazem o papel do ventilador ligado e espalham caca sem piedade. Quem esqueceu de guardar a língua agora coloca escudo no traseiro.

14 de mai de 2016

Cozinha refeita

Depois de muita preguiça e adiamentos, eis que flores retornam à pia. Este painel é de hibiscos modernosos.

Sem dúvida um modo rápido, prático e barato de fazer reformas sem sujeira, ou esconder o que quebraram na parede. Nada mais de se preocupar com silicone da emenda da pia com a parede, sempre uma chatice. 

Um dia desses mostro as artes que fiz no banheiro com a mesma técnica e material.

8 de abr de 2016

É melhor o Cheiro ou o Sabor?

Conserva de limão siciliano à moda marroquina

Nem sempre se encontra essa delícia que é o limão siciliano na feira ou no supermercado. Uma boa forma de ter o ano todo é fazer um vidro dele em conserva. É muito fácil.

Corte os limões em quatro pedaços(a quantidade de limões depende de quanto você vai usar em 6 meses). 
Coloque num vidro que feche bem os pedaços com casca, bagaço e sementes, alternando uma camada de limão e uma de sal grosso.Pode usar temperos no vidro: pimentas, louro, etc. Eu prefiro o sabor puro do limão.

Coloque na geladeira. Todos os dias mexa essa mistura para os líquidos envolverem todos os pedaços de limão(sem abrir o vidro).

Depois de uma semana retire com cuidado cada pedaço de limão, reservando a calda oleosa que se formou. Escorra bem os pedaços. Essa calda é preciosa!

Retire o bagaço e com uma faca bem afiada raspe a polpa branca da casca, que dá o sabor amargo.
Devolva essas cascas raspadas ao vidro.

Pronto! Já pode usar os pedaços bem picadinhos na hora de servir carnes, peixes, saladas, arroz, macarrão, o que quiser. Melhor não usar para cozinhar para não perder o frescor.

Use também gotinhas da calda para temperar. É uma delícia!

Pode fazer grande quantidade e dar de presente aos amigos, que vão adorar.

A fotografia veio deste site.

4 de abr de 2016

Receita para Estragar um Final de Semana

Nem me perguntem sobre meu humor neste final de semana. Aliás, a semana passada inteira eu estive uns dois graus acima de minha serenidade. Tudo por conta de uma goteira que apareceu no teto do apartamento da moradora, que pousa de vez em quando embaixo de minha cozinha.

A semana inteira esperando o time que viria no sábado pela manhã. Sábado é dia de aparecer com encanador? Se o vazamento apareceu na segunda, no dia seguinte deveria ter alguém aqui investigando, para ter opções de profissionais e preços. 

Resumo da ópera. Eu achando que a origem era uma infiltração da qual venho reclamando há mais de dois anos, que encharca minha sacada, agora fechada. Ao final da investigação, sim, existe uma infiltração externa, mas aqui dentro... 



Primeiro foi-se o belo painel da pia com menos de um mês de exibição!

Aí veio a barulheira, a quebradeira e a euforia por encontrar o vilão.
 EUREKA! Encontraram. Olha a cascata!


         (Serviço concluído)                                                 (Torneira reinstalada)

Vê aquela rachadura do tamanho de um fio de cabelo fazendo pose na mão do caríssimo técnico? Foi o que azedou minha semana.

Estou pensando, seriamente, em comprar ferramentas hidráulicas, caso alguém apareça aqui, num sábado, junto com o síndico. Se não aprender a usá-las, dou com elas na cabeça de alguém.

Se existe algum consolo, é que a umidade, que eu não sabia ser o motivo do rejunte não branquear nem com ácido muriático, foi-se. 

E, finalmente, vem o conserto da infiltração externa, prometida para até quinta-feira desta semana! Será que, finalmente, vou parar de juntar água do chão cada vez que chove? Será, síndico apreciador de sábados? 

Então, tá! Já contei e desabafei. Mas ainda falta fechar aquele buracão e colocar um novo painel florido. Me aguardem.

28 de mar de 2016

Questão de sorte.

Newton teve sorte por estar debaixo de uma macieira. Imagine se estivesse perto da árvore que produziu essa fruta.


Sábado foram mais quatro pratos à mesa. Eu de cozinheira fiz o que pude. 

Minha irmã mais velha, sabedora de que adoro essa fruta*, apareceu com uma de espantar.  

O ovo é de galinha comum, não é de sabiá, não! Pesa bem mais de meio quilo essa frutinha.

Imagine o estrago que eu vou fazer, de colher na mão.

Quem precisa de ovo de chocolate com uma delícia dessas?

* Tem tanto nome essa fruta, dependendo da região e de variações de tamanho e sabor, que eu me arrisco a dizer alguns: ata, fruta-pão, fruta do conde, nona. Essa deve ser a nona.

20 de mar de 2016

Salve, Outono!

O outono, além da explosão de cores das floradas, que anunciam os cheiros e sabores das deliciosas frutas, do colorido das folhas, que já cumpriram seu papel, tem esse jeito de serenidade, de calmaria, depois da agitação do verão.

(Ribeirão da Ilha- Ilha de Santa Catarina- Florianópolis)


O anoitecer no sul da ilha é da cor de sonho.

(Pântano do Sul-Balneário dos Açores, foto minha)

E  as coisas voltam aos seus devidos lugares.
(Pântano do Sul- Balneário dos Açores)



19 de mar de 2016

O Fim da Briga com o Ventilador



Quem nunca xingou o ventilador na hora de limpar aquelas grades tão fininhas? Elas foram feitas para proteger de acidentes crianças e adultos, mas na hora de limpar são um desafio. O que elas "puxam" de poeira e fiapos, pelos e fios é admirável. Parece complô. Quem tem cães e gatos sofre em dobro.

Quem limpa tenta de tudo, desde pano até escova de dentes velha. Minha dica é parar de sofrer e comprar uma escova como esta.



A marca e tamanho você escolhe. O Importante é que tenha cerdas longas e macias. Aqui no litoral é muito comum ter uma dessas no carro, para tirar a areia dos pés ao voltar da praia. Depois de usar a primeira vez você vai achar um excelente investimento.

Retire a grade dianteira para facilitar a limpeza e faça essa operação em lugar sem vento. Deite o aparelho com as pás apoiadas no chão para limpar a grade traseira.

Ela consegue retirar todos os fios, pelos e coisinhas que grudam tanto na parte dianteira como traseira do aparelho e penetra sem causar danos até nas frestinhas de ventilação do motor. Recolha a sujeira e coloque na lixeira. Jamais no tanque ou pia.

As pás tem que ser limpas com esponja e pano, claro. Muito cuidado para não molhar o motor e demais partes elétricas.

Vai chegar a hora de guardar esse trabalhador até o próximo verão. Então será hora de verificar se há sujeira que a escova não retira e lavar as grades daquele modo sofrido e chato.

Use um saco grande de lixo para cobrir o ventilador e amarre a boca dessa embalagem para não entrarem insetos.

15 de mar de 2016

Dia mundial do consumidor


- A responsabilidade pelo que se compra e consome se aprende antes em casa e desde pequeno. Ensine seus filhos, seus netos, seus parentes a se perguntarem: Eu preciso disto AGORA? 
-O excesso de consumo não é luxo, é desperdício, mesmo que não falte dinheiro para comprar desvairadamente. É falta de inteligência, porque aumenta o descarte, o desuso, a montanha de lixo, a exploração dos recursos.
-Se há alguém perto de você endividado, ofereça seu conselho; encaminhe para um local onde possa renegociar suas dívidas; ensine que há financiamentos mais baratos que o do cheque especial e do cartão de crédito; mostre o Código do Consumidor e estimule a que exerça seus direitos, o que pode reverter em mais economia.
- Se você conhece pessoas compradoras compulsivas, oriente a procurarem ajuda médica e psicológica.
- Não ensine as pessoinhas a sua volta que amar é dar presente. Amar é dar carinho, que não tem preço. Presente compra atenção. Carinho ensina a viver.

13 de mar de 2016

Não é um mamão, não!

Confesse, você já viu uma deste tamanho?


 E duas?

Tenho um pouco de receio de mostrar essas grandiosidades, porque depois de mostrar essa flor, a planta toda simplesmente sumiu. Mal cabe num vasinho de vinte centímetros de diâmetro e me deu uma florzinha de sete centímetros.
Ah! As frutas? São goiabas tailandesas, que podem continuar a crescer até terem um quilo ou mais. Já foram registradas algumas com quase três quilos. Tem mais seis crescendo em outros galhos desse pé com pouco mais de um metro e meio de altura, plantado num vaso no terraço. Cultivo fácil. Difícil é esperar a hora de colher e comer.

Você encontra mudas em vários sites. Procure por frutíferas anãs.

12 de mar de 2016

Esta é curta mesmo!

Ano: 1988

Declaração: Neste país quando pobre rouba vai pra cadeia. Quando rico rouba vira ministro.

Autor: Ele mesmo.Aquele cara que está querendo um ministério pra fugir do Dr. Sérgio Moro.

Conta a história que um santo desses milhares que existem quis ensinar a um mentiroso sobre palavras ditas e de uma torre mandou que espalhasse as penas de um travesseiro ao vento.

- E agora recolha, disse ele. 

10 de mar de 2016

Uma breve história destes tempos

(Nem tão breve, mas bem suja e indecente.)

Era uma vez um síndico, que usou o dinheiro do condomínio para fazer festas, viagens, compras exorbitantes, emprestar dinheiro a alguns vizinhos e moradores do prédio. 

Mandou dinheiro a alguns parentes que estavam no exterior, fez doações e investiu em algumas aplicações e aquisições de segurança duvidosa, entre outras coisas. Havia até uma imensa e caríssima placa na fachada para fazer o marketing do condomínio.

Para garantir alguma aparência de normalidade, pedia dinheiro a pessoas de caráter bem específico: caráter nenhum e perfil de bandido. Havia também alguns de fortuna e fama arranjada em sujas artimanhas.

Para continuar a festa sem fim dava um jeitinho contábil. Ele precisava, forçosamente, continuar no grupo que mandava no condomínio, para não deixar de receber umas vantagens todo final de mês - sempre havia alguma sobra de empréstimos sujos - e para posar de poderoso e influente com a vizinhança, no trabalho, na família, com o grupo de amigos da cidade e de fora dela.

Até que alguém decidiu afundar o pé na jaca e destrinchar aquela contabilidade. As portas do inferno se abriram. (Aqui em Floripa diríamos que alguém puxou o primeiro siri do balaio.)

Em meio ao temporal o grupo de administradores do condomínio(omissos e coniventes até então) comunicou, que, para que houvesse a mínima condição de pagar as contas atrasadas e futuras, os proprietários de todas as unidades teriam que cumprir novas decisões. Entre elas veriam subir muito, mas muito mesmo, o valor da taxa de condomínio. 

Também, disseram eles, seria selado o elevador, a piscina seria esvaziada, não haveria mais conservação dos jardins, o serviço de assistência médica seria cancelado ou cobrado à parte, a creche do condomínio teria só uma vaga por apartamento e haveria cobrança de pedágio na entrada do condomínio para ter acesso às garagens. Mais tarde ele comunicaria decisões sobre material de limpeza, esgoto e outras miudezas. Que usassem repelente, quando ouvissem zunidos de moscas e mosquitos. Pagaremos água e luz e olhe lá!

"Estamos quebrados!" 

Os proprietários começaram a se organizar, a rebelar-se contra essa bandidagem estabelecida. Houve quem jogasse um tijolo na janela do carro do síndico. Os vizinhos não demoraram a saber da desdita e falar mal daquele lugar mal administrado.

"Audácia! Não enxergam que estou fazendo de tudo para salvar o condomínio? Vocês é que não colaboram! E eles, esses vizinhos ricos, ficam a nos olhar como se fossem superiores!" (Aqui ele fingia esquecer quem o havia sustentado.) 

Quando os moradores voltam de seus trabalhos e se reúnem na portaria, já se houvem murmúrios de denúncia, B.O.,processo judicial. Cadeia para esse bandido sem vergonha!

O ex-síndico foi visto, recentemente, procurando antigos colaboradores, inclusive dos comprometidos com a sujeira, para pedir apoio e um servicinho. Para se justificar com o juiz, se for o caso.


A bandeira do nosso Brasil tremula na sacada desde 2004. E resiste.

"Salve lindo pendão da esperança"!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença a lembrança 
da grandeza da Pátria nos traz."
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Notas: 
1. Essa historinha nasceu de uma comparação que ouvi hoje, dia dez de março de 2016, de uma repórter na TV, resumida mais ou menos assim: 

Um morador de um prédio faz festa por muitos anos e gasta todo o dinheiro do condomínio. E aí vem cobrar de mim essa conta? Diz que se todo mundo se recusar a pagar, afundaremos junto.

2. Existem outras maneiras de contar essa história, mas eu prefiro manter a educação e elegância. 


6 de mar de 2016

Do chão para a mesa

Um dia desses contei que saio antes do café da manhã para colher e vistoriar o que planto no terraço do apartamento.

Aqui o pé de micro-tomate, que tem menos de um metro e começa a frutificar com vinte centímetros de altura. Pode ser plantado em vaso onde houver sol. Precisa de pouco cuidado. Só boa terra, sol e aparar as folhas em excesso. 

 Aqui a salada de hoje: rúcula tenra e saborosa, coroada com esses tomatinhos minúsculos deliciosos. 


Bem no cantinho inferior à direita alguns pedaços de couve nero de toscana. 
Esta tem quase quatro anos e já parece uma palmeirinha, com bem mais de um metro de altura. De gosto bem menos marcante que a couve mineira, pode ser comida crua. Sim, ela precisa de estaca e qualquer cabo de vassoura serve. 

Aqui tudo se aproveita, com certeza. Inclusive fitas de cassete para fazer caminho para as ervilhas trepadeiras. Aposto que você nunca pensou nisso!

Ao fundo da última foto, um pé de jabuticaba anã e dois pés esperançosos de mirtilo.

Não preciso de muita coisa para me sentir feliz num domingo de sol.

ONDE COMPRAR

As sementes de rúcula você encontra em qualquer loja de produtos do tipo. As sementes de tomatinho e couve neste site.  Por enquanto não existem mais sementes da couve, infelizmente, razão que me leva a encher meus dois pezinhos de cuidados até que sementeiem.

As  mudas de frutíferas anãs eu comprei aqui. Se pesquisar, pode encontrar mais perto de sua casa, quem sabe.

Bom domingo! Boa semana!