TRANSLATOR( BLOG OR POST)

6 de fev de 2015

Cale a boca, Francisco!!!

Aí, o cara vem vindo bem, fala coisinhas interessantes, dá algumas lições, puxões de orelha, coloca ordem na própria casa, critica atrocidades, pune seus pares por violar crianças, viaja um bocado, fala com poderosos, junta multidões e... BIM! BUM! aparece a faceta de quem perde o limite de seu cercadinho, acha que entende de tudo. 

Desanda a falar de puericultura, controle de natalidade, punição física, soco em ofensores.

Será que surge aquele toque de superioridade argentina ?

Poucas atitudes da humanidade foram e estão sendo e serão piores do que o que carrega o apelido de religião, seja qual for. Por baixo se compara às conquistas de territórios por ganância pura. Estas tinham o carimbo de humanos. Mas estas atrocidade são do livro do poder pelo medo, em nome de um responsável geral, que sabe tudo, está em todo lugar e só dá o mérito depois que seus fiéis estão debaixo de sete palmos de terra, comendo capim pela raiz. Tudo em nome de um ser inventado, que pode ser usado como respaldo vergonhoso.

Não bastasse o que destruíram catequizadores em tribos e civilizações, entra esse "religioso" falador no quarto de casais, sugere a violência, recomenda a palmatória, desde que esta punição não humilhe as crianças. Imagine quem já era abusivo, agora licenciado para bater nos indefesos com a venia de Francisco!

Francisco, que tal gastar melhor esse tempo, descer aos subterrâneos do Vaticano, leiloar aquela podridão de riquezas para beneficiar essas mesmas crianças tão usadas como apelo à compaixão? Quem sabe cuidar mais da sua leitura do que seja desenvolvimento da espiritualidade e não dessa religião feita de marketing e comércio?

Quem sabe continuar sua propaganda religiosa e de fé no imponderável, para minimizar os efeitos de suas falas perigosas?

Cale a boca, Francisco! Vai rezar, fazer jejum, curar feridas, lavar doentes, consolar aflitos, alimentar famintos, vestir os enregelados em campos de refugiados, vacinar crianças, dar apoio a quem defende a natureza. Crie um grupo que eduque para a paz e não para a palmatória e socos. Invente uma comissão de profissionais de saúde, que ensine o controle de natalidade pelo sentido absoluto de sobrevivência. Ajude pais a serem educadores e não punidores. Dê trabalho para essa multidão de rezadores.

E quando não tiver nada mais útil a fazer, cale a boca e medite, Francisco.

Ámen!

___________
Disse um amigo meu, lendo este post, que talvez não tivesse coragem de pedir que ele calasse a boca, pela posição que ocupa. Hum... Eu não respeito as pessoas pelo lugar que ocupam, pelo seu poder. Respeito pela sua dignidade e generosidade, mais que pelo cargo ou cetro que tenham à mão. No mais, sou tão ser humano quanto ele, igualzinha. Minha finitude é parelha à dele. Naquele homem falta um pouco da humildade que ele parece pregar. Já 
aplaudi algumas de suas tiradas, mas, ultimamente, ele sobrevoa campos que não conhece como os mortais que ele critica. O que sabe ele de concepção, de criar filhos, de acordar de madrugada de estômago vazio, por ter dado o último pedaço de pão para um filho, de educar crianças? É fácil pregar de barriga cheia, cama macia, roupa lavada, casa paga pelos outros.
Guarda a língua entre os dentes, Francisco! Fica melhor assim?

2 comentários:

Justine disse...

Como ateia assumida desde que tomei consciência de mim e do mundo, continuo a achar que todas as religiões nada de bom trouxeram à humanidade, apenas serviram - e continuam a servir - para subjugar, controlar, domar!
Ah, a desgraçada necessidade que o homem tem da metafísica, como nos ensinou Schopenhauer...

Clarice disse...

Justine, não concordo em tudo com esse cara que fez sua noiva esperar por mais de vinte anos(rs), mas do que me lembro é que inter fezes e urina nascimus(perdão se minha memória assassina o latim). No mais é o que temos por aqui. Nossa finitude não aceita desde que os deuses astronautas passaram por aqui, justificam qualquer aberração, na busca de sentido para ascendência sobre outros a fim de obter vantagens. O pior é que muitos realmente acreditam que verão o paraíso, lá para onde voltaram as naves.
Abraços fumegantes, desde o segunde degrau da escada de Jó.