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5 de jan de 2012

Com o dedo na tomada*

Houve um tempo que eu não ganhava presentes no meu aniversário. Tempo que não havia costume, tempo que não havia dinheiro. Tempo em que a distância transformava tudo em cartinha, telefonema, cartão. E tempo que a família trocou de mal comigo por eu virar mãe. Também há tempo em que os mimos são entregues no decorrer do ano. Isso eu adoro!  Muito gostoso receber presente atrasado.

Assim acostumei a me dar coisinhas, sabe? Coisinhas para sossegar meu espírito e meu coração na data marcada. Já me dei florzinha de mato, revistinha de palavra cruzada, grampo de cabelo, roupas, coisas inusitadas e até coisas normais que sempre comprava. Tirava da sacola de compras e dizia: este é pelo meu aniversário. Sem drama.

Este ano, por garantia, me apaixonei por um aparelho maluquinho, que tem tocador de disco de vinil, fita cassete e CD. Tudo junto e misturado. E ainda tem rádio.  Esse aqui, ó:

Bonitão na foto, né?

Aí escolho site daqui e de lá e decido por um que a intuição soprava: Vai!
Fui.

Onde está o drama?  Repare que foi feito na China e por lá não deve ser como é aqui. Aqui onde diz 220V deve ficar o seletor, certo? Lá deve ser diferente, porque onde está escrito 220V seleciona 110V.

Já sabe o que aconteceu, adivinhão! Quando, finalmente, consegui ler como abrir o drive do CD e apertar o play...um puta estouro e um cheiro ruim como só.

E lá dentro ficou o CD do Tom Jobin. De coleção. Bateu o desespero, porque não podia ligar de novo na tomada sem correr o risco de explodir tudo e não tinha aquele furinho mágico onde se coloca um clip esticado pra tirar mecanicamente.

Resumo da ópera: depois de variados telefonemas com excelente atendimento, diga-se de passagem, quilômetros de escritos em e-mails, lá se foi de volta, meu presente de aniversário pelo correio. A minha cara no guichê era de dar dó. Até o atendente reparou no clima.

Não acredito em reza, mas se alguém aí quiser se unir à torcida para que um dia ele volte para mim e a tempo...

Se não chegar até a data marcada, eu me dou um cascudo pra aprender a não comprar  nessa época em que o saco do inferno astral já está pelas bordas.

Mas pelo menos o CD do Tom eu salvei.
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* Essa expressão copiei de Glória, que não está no inferno astral, mas passa por umas de fechar o barraco.

7 comentários:

Leika Horii disse...

O aparelho é lindíssimo~!
Pensando positivo para que ele volte~!
bjoa

Clarice disse...

Leika, ao vivo ele não é tão bem acabado como na foto, mas é bem interessante.
Obrigada pela torcida.
bjs

Pitanga Doce disse...

Eu bem que escutei aqui o booom e o cheiro a chamusco. Dá pra fazer um chaveirinho?

Clarice disse...

Pitanga, chaveirinho caro pra caramba seria!
E pensar que quero um toca fitas, coisa bem antiga, pra ouvir e gravar em CD as cantorias do meu filho quando tinha 4 anos. Mãe é tola mesmo, né?
Bjs ensolarados com pingos ocasionais.

Pitanga Doce disse...

Bota tola nisso. Hoje, então, estou com a "tolice" aflorada.

Aqui tá igual. Pingos irritantes, daqueles "arrasa cabelo."

Susana disse...

Clarice, reencontrei teu blog depois de 2 anos. Que bom. Susana, portoalegrense.

Clarice disse...

Pitanga, tem filho por perto ou é saudade mesmo?

Suzana, quem diria! Bom ter contato outra vez. Eu acabei desistindo da troca de mensagens quando não recebi resposta, mas atualize as novidades, que fiquei curiosa(e-mail no perfil).
Tudo de bom e tenha um grande ano.