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6 de nov de 2010

Lição ao vivo

(Foto AFP)
Mundial de ginástica na Alemanha 2010, transmitido em rede nacional. Ou terá sido na Rússia? Tenho visto quase todos os eventos, inclusive de natação, então não tenho certeza do país. Mas o fato foi ao vivo, sem chance de corte.

Um dos ginastas fazia suas obrigatórias evoluções no que antigamente se chamava de cavalo com alças. A comentarista, ex-atleta, ex-treinadora e que senta à mesa julgadora de vez em quando, comentou a apresentação de um dos concorrentes, que alcançou menor pontuação do que o esperado, e se saiu com algo do tipo:

-Agora ele tem que torcer para o Fulano cometer algum erro, cair, ou...

Foi interrompida com veemência por Diego Hipólito, muitas vezes medalhista, dourado, prateado, campeão mundial mais de uma vez e, que, contundido, participava da transmissão como convidado:

-NÃO! NÃO! NÃO! Nada de torcer para o atleta seguinte errar. Todos treinaram muito, se esforçaram e estão fazendo o seu melhor. Temos que torcer para que todos se saiam muito bem!

Não sei se trocaram olhares, ou se ela, silenciosamente, reconheceu que sua atitude não era nada esportiva. Não houve resposta.

Quando Diego incentivou a plateia brasileira do Pan, ainda pouco acostumada a comparecer a eventos competitivos de ginástica, a interromper as vaias e a iniciar aplausos, independentemente do atleta participante, eu vi nele a grandeza não só como atleta, mas como pessoa, gente com letra maiúscula. Como poucos.

Depois de mais essa demonstração de superioridade, ao ensinar uma professora de ginástica a não torcer contra, Dieguinho, eu aplaudo você de pé.

5 comentários:

ManDrag disse...

Amén! Junto-me no aplauso!

Mas essa senhora é professora de ginástica??? E depois venham-me dizer que os estúpidos seriados de animação Dragon Ball e outros afins, é que são os únicos responsáveis pela imbecilidade das novas gerações florescentes.
Educação é uma actividade constante e permanente. O educador está sempre sob escrutínio e é um contínuo exemplo, para o bem e para o mal.

Enfim, é o que se tem...

Abraços

Espaço do João disse...

Por aqui se vê a dignidade de certos juristas . Hoje categorica,mente podemos dizer que não há desporto. Há isso sim, luta de interesses. No desporto como na política, outros valores se levantam. Fora com os indignos.
Eu, no meu fraco entendimento diria que jamais haveria país que tivesse um Ministério da Educação. Necessitamos dum ministério da Instrução, pois para a educação somente haveria um magistério mas para ser frequentado por pais, educadores e encarregados de educação.

AVOGI disse...

Este nosso amigo joão ainda vai ser presidente do ministério da educação hihihi
kis :=)

Leika Horii disse...

Nossa! Que lição!

Clarice disse...

Mandrag, há uma cultura do torcer contra, que vai desde as vaias quando um jogador saca(no vôlei) até uma perna da patinadora quebrada a pedido.
Nada demais esperar que nosso preferido se saia melhor, mas no ar, torcer para um atleta cair é deseducar.
Abraço.


João, o discurso já está pronto e bem escrito. Avise-me quando tomares posse. Do ministério da Instrução, óbvio!
Abraço e dou-te razão.

Avogi, João merece pelo menos ser chamado para dar palpites.
Abraço.