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17 de mai de 2010

Cá com meus botões

Com certeza, num segundo de iluminação, você se questionou a respeito dessa coisa de que entre tantos seres, entre tantos milhões, escolhemos ou achamos que fomos escolhidos para nos apaixonar, para amar, para nos interesssar, para sermos vítimas do desejo e coisas do gênero.

Cá com meus botões, eu penso que se vivêssemos em países, continentes, cidades diferentes, jamais encontraríamos essa(s) pessoa(s), cancelando, assim, a chance de determinarmos que ele ou ela seriam os escolhidos, e nós, por consequência. Seriam outros nossos alvos. Até aqui estamos juntos?

Palavras sobre uns slides me levaram, agora há pouco(inspiração em plena segunda-feira?), a pensar que essa escolha que parece ser tão ao acaso, tem, sim, algo a ver com cheiros e gestos, similaridades e contradições, mas, mas, mas, nossos alvos não seriam exatamente aquelas pessoas que julgamos poder modificar? Os que se apaixonam por nós não buscariam fazer-nos ao seu molde?

Não me espantaria se assim fosse, considerando os tantos interrompidos romances, os casamentos desfeitos ou apenas suportáveis, cheios de azedume.

Um belo dia alguém desiste, cansa de tentar torcer o pepino adulto e vai embora, ou manda embora, ou agride, ou procura outro alvo, ou mata quem antes amava. O artista desiste de sua obra de arte frustrada.

Não seria pretensão achar que entre tantos milhões de seres humanos apenas um combina conosco? E que teria que combinar para sempre, amém? Mas a cada vez(oh, sim! isso se repete, felizmente) continuamos colocando selo de eternidade em sentimentos e emoções. Como se loucura* não tirasse folga.

P.S.:Bem diz o filósofo que quem ri de si sempre terá motivo para rir. Estou rindo de mim agora, por me meter a filosofar sobre isso numa segunda-feira de manhã. Pobre de mim(ou de vocês) até o final de semana!

*O cérebro de um apaixonado e de um "maluquinho" fica igualzinho na ressonância magnética.

Os risonhos(que imaginação!) botões estão num site muito cheio de novidades.

6 comentários:

Pitanga Doce disse...

Pára tudo que quando a Clarice resolve filosofar em Floripa, até estremece aqui em cima, no Rio.


Como é que é? "Cá com meus botões, eu penso que se vivêssemos em países, continentes, cidades diferentes, jamais encontraríamos essa(s) pessoa(s)...

Ô bela! E os aviões cruzando o espaço mesmo com vulcões e plataformas de petróleo explodindo que mais parece o "apocalise now"?


Já esta declaração *O cérebro de um apaixonado e de um "maluquinho" fica igualzinho na ressonância magnética.

Tem todo um embasamento científicopiscológicoemburrecedor. É mesmo assim, sim senhora! hehehe

Ô Clarice "tu mandou" a chuva pra cá? Mas eu já fui à praia ontem. hehehe

Clarice disse...

Pitanga,ô menina, mas se antes dessa ponte aérea os pombinhos não tivessem morado no mesmo continente, no mesmo país, na mesma cidade...
E pior que na ressonância fica idêntico. Um espanto.
Chuva passou por aqui à noite. Coisa pouca. Hoje necas de sol.
Beijos.

Pitanga Doce disse...

Clarice, agora parecias o Batman: neste mesmo bat-horário, neste mesmo bat-canal. hehe

Antes dos aviões mandavam torpedos Vivo. E antes dos torpedos falavam ao telefone de manivela e antes disso tinham se encontrado em vidas passadas.Tu não me ganhas. hehehe

Clarice disse...

Tô meio lesada, não entendi o Batman.
Nem estou querendo ganhar nada. Veja que eu tenho razão: louquinhos e apaixonados estão com o cérebro assim assim.
Se eu acreditasse em vidas passadas até ajudaria.
E por que não se apaixonaram por pessoas que moram na África, nas Arábias? Ah, o amor!

André Lasak disse...

Oi, Clarice!

Agradeço muito o elogio e o voto, viu? Achei bem confuso esse Top Blog, tanto que nem sei ainda como se vota pra poder indicar aos meus amigos, hehehe.

Brigadão mesmo! :D

Beijão!

Clarice disse...

André, seu blog merece. É diferente, inteligente e tem estilo.
Abração.