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20 de nov de 2009

Para todos os gostos e sustos

Passamos a manhã e a tarde sufocados de tanto calor e importunados com vento Norte/Nordeste. Às 16:00 horas cessou tudo. Vento nenhum.  Gata escaldada, já sabia que coisa boa não viria. A rajada inicial tocou meus sininhos no corredor e em menos de um minuto já era urgente fechar as janelas que dão para o mar.

Rajadas fortíssimas. A temperatura baixou de repente, dando alívio, mas trazendo preocupação. Pelas janelas vi pelo menos 8 barcos dos quase 20 que estavam ancorados na enseada do Pântano do Sul, indo contra o vento em direção à linha do horizonte. Os esguichos d'água cobriam as embarcações. Parecia fora de propósito enfrentarem o vento direto na proa. Intrigada, fiquei acompanhando, sem entender por que não buscavam abrigo na costa da ilhota à esquerda, que faz parede para o vento sul.

Mandei SMS para o filho, no centro da cidade. Que se precavesse. Os ventos eram cinematográficos.

Alguns pingos de chuva e só. O vento durou pelo menos uma hora e quase fazendo graça aparece o sol. Coisa de maluco! Foi o que me ocorreu.

À noite filho liga, enquanto ainda  se ouviam trovões e o céu era iluminado com relâmpagos exagerados. Estamos quase no escuro, mãe.

Ele avisa que carros e barcos foram atingidos por enorme onda aqui na praia. Explico: não tenho acesso a TV local e só recebo notícias da cidade assim, por tabela, ou clicando na rede.

Foi na telinha que encontrei algumas fotos hoje cedo. A foto em que aparece o carro na praia é daqui.

Do lado esquerdo das areias ficamos com sujeira e plantas quebradas, mas nada grave. Já no lado direito, no povoado do Pântano, segundo a imprensa, a onda teve perto de 3 metros de altura e jogou barcos contra os carros, que, teimosamente, estacionam em frente aos restaurantes, sobre a larga faixa de areia. Assim entendi a fuga apressada dos pescadores.

Mais detalhes do que aconteceu em Santa Catarina, no Diário Catarinense.

Para melhor entender, essa é a imagem espacial aqui de onde eu moro. À direita da tela, o local onde a onda varreu a praia.

O jeito é seguir com a vidinha de sempre, esperando o próximo.

Obrigada pela preocupação, menina Pitanga.

4 comentários:

Anonymous disse...

Que pena que eu não estivesse aí para apreciar o espetáculo. Acho linda esta demonstração de força da natureza. Ela nos avisa sobre nossa fragilidade.
A foto do satélite foi uma das que vi quando andei passeando por aí no google. O aglomerado de casas a esquerda é onde está a sua não é ? Venha tambem me visitar aqui em Resende tambem conhecido como Agulhas Negras.
O calor aqui está sufocando e toda tarde temos um festival de raios para ninguem botar defeito. Mete medo mas é lindo.
Minha linda adorei seu texto sobre a compra do fogão; se todos agissem assim as coisas mudariam pois eles precisam muito mais de nós do que nós deles não é? Mil beijinhos Lê

Clarice disse...

LÊ, pra quem gosta de relâmpagos foi um prato cheinho!
Temos certeza de uma coisa: vai ser assim daqui por diante. Estamos de cara para o sul e tanto SC como RS estão na mira.
Sobre o fogão, parece que recebo na semana que vem. A cama chegou, mas ninguém apareceu pra montar. Continuo dormindo no chão, lembrando meu início de vida morando sozinha com o filho em Floripa.
Um abração e bom final de semana

Pitanga Doce disse...

Clarice, o que está acontecendo com o clima no Brasil? Sempre foi assim aí pra vocês?

Hoje, por aqui, dava pra fritar ovo no asfalto. As praias lotaram em mais um feriadão!

beijos e te cuida, mulher!

Clarice disse...

Pitanga, nem só no Brasil. Mas aqui, este ano, não tivemos meia-estação. Nada de primavera. Direto calor de verão. Sem contar que RS e SC parece que estão antecipando o que nos reserva o futuro neste planeta.
Abraço e ventos suaves e frescos para vocês.