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30 de set de 2009

O Preço da Desatenção


Um dia teria que acontecer.

Hoje, perto de 9 horas, manhã de primavera de 14 graus C, levei meu abusado Sun, para dar uns passinhos em nossa pequena e sossegada rua, onde só acontecem barulhos do prédio em construção e um carro que passa a cada duas ou três horas.

Sim, quase o paraíso. Onde há muitos cães abandonados. Um deles estava deitado à margem da rua onde passávamos alegres e satisfeitos pela folga que nos deu a chuva. Eu, cheia de informações sobre postura de cães, se estão na defensiva ou se medrosos; se em posição de ataque ou de curiosidade, li aquela pose submissa de continuar a lamber suas patas sem nem olhar para nós como indiferente e dei mais três passos.

Nessa hora, com a visão feminina periférica de largo alcance acionada, vi que outros 5 cães iniciaram uma corrida em nossa direção, saídos de um terreno baldio. Segundos decisivos e atitudes mais que rápidas de apanhar meu minúsculo e latedor Sun e encolhê-lo junto ao peito, enquanto dava ordens enérgicas(tão enérgicas que minha garganta está ardendo) e inúteis para os cães se afastarem.

Eles queriam agarrar o meu cachorro, que em segundos já estava acima de minha cabeça. Somando meu metro e setenta e alguns, mais meus longos braços eles jamais o alcançariam, a não ser que me derrubassem. E tentaram. Os dois maiores, bem grandes, queriam esse machinho metido e teriam conseguido, se dois operários da construção não viessem correndo para me acudir.

Fosse eu mais lenta, uns dez centímetros mais baixa, se todos eles fossem de grande porte, ou se minha voz não tivesse alcançado os operários, teria uma bela cicatriz na cara. Para nunca mais esquecer de não ir para a rua com um cão macho, apesar de castrado, se um dia antes eu vi esses mesmos cachorros seguindo uma fêmea no cio.

Cada um no seu papel, seguindo seus instintos. Sendo assim, a distraída ficará na torre por longos dias, até criar coragem para um novo passeio, enquanto cicatrizam as marcas de arranhões que o maior deles deixou em meu peito.

Melhor não abusar da sorte.

Na foto, Mr. Sunshine, que nem desconfia o quanto perto esteve de virar uma lembrança.

3 comentários:

São disse...

Aqui também temos esse graaaaave problema de cães abandonados.

As melhoras, linda.

Um abraço para ti e uma festinha para essa criaturinha linda da foto.

Anonymous disse...

Olá, Clarisse!!
Meu nome é Aline Almeida, trabalho em uma agência de relações públicas, a Ketchum Estratégia, e faço assessoria da Danone. Gostaria de falar contigo sobre o post de Activia. em que email posso entrar em contato? O meu é aline.almeida@ketchum.com.br.
Obrigada!!
Aline

Clarice disse...

São, eu sei que sozinha eles não teriam atacado, tanto que só tentavam alcançar o cachorrinho, mas o susto me encolheu em casa.
O malandrinho apronta artes até sem querer. Obrigada pelo carinho
Abração.


Aline, eu apenas colei escritos alheios,como faço com certa frequência, dada a epígrafe de meu bloguinho(Veja o que eu vi), incluindo o nome da suposta autora, com nota sobre a matéria no início do post. Prefiro não criar mais poeira em torno de um assunto, sobre o qual já me manifestei em resposta aos comentários no próprio post.

Esse texto está circulando pela internet através de e-mail, portanto, somando minha liberdade de expressão com a liberdade das pessoas que já emitiram opiniões, inclusive técnicas(de altíssimo gabarito) sobre o assunto(que eu sugiro que você leia, por favor), considero exagero de preocupação com um artigo que carrega apenas ironia.
Eu já usei esse iogurte, já dei a um dos meus gatos que sofre de constipação crônica em decorrência de um acidente- sem resultados, diga-se de passagem-, mas,repito pela terceira ou quarta vez: nada me fará esquecer a impressão que me causa a origem dos probióticos usados.

Meu e-mail está no meu perfil.
Um abraço.