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3 de jun de 2009

Só pra chatear

É de praxe que podemos ler e falar palavras estrangeiras como estão escritas. O princípio disto é que não somos obrigados a falar todos os idiomas do mundo. Quem dera! Mas há alguns exageros na mídia, que beiram o ridículo. Quem dá a notícia tem que ter alguma familiaridade com essas línguas mais usadas, tais como o inglês e francês. Ou espanhol. Principalmente nomes repetidos à exaustão.

Já nem critico a locutora brasileira que não sabia ler Telêmaco Borba e lascou um Telem(á)co. Vá lá, que no Brasil devemos ter as maiores esquisitices em matéria de nomes próprios(Wesldey, Pauderley e outras idiotices), todavia não custa ler o texto antes de entrar no ar, pois não? E mesmo que fosse criança quando a tragédia aconteceu, deveria perguntar como se lê Bateau Mouche para não falar Batô Muchê. Por pouco não vira michê.

O que se ouve quando começam campeonatos de tênis na França é de rasgar as vestes e jogar cinza na cabeleira!

Senhores,
Roland Garros é o nome do sujeito homenageado e a regra para nomes próprios é pronunciar o "s" final. No máximo suprima o "d", já que quer engolir letras.

Roger Federer é suíço, sim, e usa o sobrenome de sua ascendência alemã. Nome e sobrenome alemães. Nada de Rogê Federê. Diga R(ó)ger F(é)derer ou F(ê)derer. Não, eu não falo alemão, mas, caramba!, convenhamos que o rapazinho já é famoso há algum tempo.

Isso me faz lembrar a jornalista querendo ser chique e mostrar que sabia falar inglês, direto de Brasília, a elogiar nosso Senador, o respeitadíssimo Pedro Simon, e arrancou um sorriso do próprio, quando mudou seu sobrenome para Saimon.

Mardita enguenorança!

Como diz meu amigo Neu: Não falamos fralda nem frauda. Falamos frarda, pra não errar.

8 comentários:

São disse...

Querida, perdão por não comentar.

Só vim para dar o meu abraço solidário pelan trágica perda de vidas causada pela queda do avião saído do Brsil para França.

Fica bem.

Verdinha disse...

ha nomes bem complicados mas esses ai é de qualquer jornalista saber dizer :x

Pitanga Doce disse...

Ô CLARICE estás reclamando do que, filha? O "homem" que manda qui no pedaço come os SSS todos e não são os do francês ou inglês. São do portugues mesmo. Até o "seu" Manel da padaria já anda reclamando. hehehe

Hoje estou muito má!

beijos em dia de Sol (isto é só pra fazer inveja aos amigos de "lá" que venham por aqui) É que voltou a chover "lá".

Clarice disse...

São, obrigada pela solidariedade.
Abração e bom final de semana.


Verdinha, e não é? Tem muita cara bonita, muito diploma e nenhuma cultura.
Beijão.

Pitanga, concordo que o cara tem grandes deslizes, mas se é que serve de desculpa, fugiu da escola. Agora esa moçada da tv, valha-nos o saci pererê!
Beijos(e ainda muito sol aqui também)..

analu disse...

Não precisamos saber todos os idiomas, mas para alguns jornalistas falta cultura, instrução, saber, estudo.
Um beijo

leonor costa disse...

Tem toda a razão, fala-se muito mal o que, nos jornalistas é imperdoável.

Bjs.

HOJE E AMANHÃ

Tiago Medina disse...

Agora tu imagina pra minha turma de jornalistas ter que falar esses nomes todos. Uma vez gravei um boletim de rádio - pior ainda! - sem lê-lo antes. A notícia era internacional e citava o primeiro ministro de Israel, Ehud Olmert, além de uns árabes. Saia justa!
O problema é quando o meu pessoal se acha dono da verdade, erra e segue errando. Convicto! Acontece...

beijo

Clarice disse...

Analu, quando aquele caboclo da beira do rio fala de seu jeito torto, cadenciado e miúdo, é até emocionante, mas em quem teve oportunidades é mais difícil de perdoar, não é?
Abraço e boa semana.

Leonor, bom ter você de volta!
Talvez seja implicância minha, mas na televisão parece que o erro fica maior ainda.
Beijos e aproveite a semana.

Tiago, medo de microfone e telinha é natural, mas quando o ganha-pão é esse a responsabilidade aumenta.
Dependendo do resultado pode até ficar engraçado, mas é preciso buscar sempre o melhor, principalemnte quando são canais ditos elitistas, muito bem pagos pelo telespectador.
Sotaques e nomes difíceis à parte, o resto tem que praticar mesmo.
E já que tratamos aqui com um jornalista que eu admiro pelo que escreve e pelo que deixa passar em seus textos, o que me diz de Ror(ã)ima e Ror(á)ima, hein?
Eu ainda acho engraçado falar com pronúncia aberta, mas segundo uma moradora de lá, é o correto. Agora preste atenção nos jornais das tvs.
Abraços friorentos.