TRANSLATOR( BLOG OR POST)

18 de mar de 2009

Olha o preço camarada, aí, Dona Maria!!

Aproveito as lembranças dela para colar as minhas.

Na minha infância não tinha feira. Nasci e morei até adolescente, onde se plantava e colhia para levar até a panela. O que não tinha trocava com a vizinhança ou comprava direto de quem colhia. No máximo idas ao armazém para o mais básico e faltante.

Quando me mudei pra "capitar" encarei uma feira das grandonas bem perto de onde eu morava. Olhos e ouvidos arregalados pra absorver aquilo tudo. Cores, cheiros, gritos, gostos... Nenenzinho na barriga, aprendendo por tabela. Era mais um passeio. Desculpa pra sair do apartamento, quando os enjoos me permitiam.


Em um daqueles sábados, o menino magrelinho chegou perto de mim : "Carret'ia?"

Ele precisou repetir umas 5 vezes, até que uma compadecida senhora veio em meu socorro e traduziu:"Ele quer saber se você quer que ele carregue sua sacola".

Jamais vou esquecer isto, que é a tradução dessa mudança de cidade miúda para cidade grande, onde se fala cantado e roído.

Vez em quando me dá umas ganas de pastel de feira. Fico nas ganas, que a saúde não me permite esse excesso, mas é a glória aquela fumacinha saindo à primeira mordida, não é, não?


Então numa dessa idas à civilização senti cheiro de feira e fui descendo a rua, atravessei a praça, já salivando por um pastel como só em feira. Cerquei barraquinhas, neguei compras com um repetitivo: Só quero um pastel!

Moça indicou onde tinha e lá fui eu para topar com uma fila de dez pessoas, que como eu trocariam o almoço por um cheiroso pastel. Espiei sobre o ombro de uma delas e engoli a vontade. Fica pra próxima.

A gente nunca, nunca, nunca deve saber onde são fritos os pastéis de feira. Só deve pedir um e comer. De olhos fechados.

Receita desse pastel? Aqui:
neste site

4 comentários:

Pitanga Doce disse...

Ah, não me diz que você se amarra no pastel de vento da feira? Aquela massa leva alcool pra ficar assim inchada. A gente pode até ficar resfriada quando abre um...por causa do vento encanado. hehehehehehehehehehehehe

E quem te mandou ser curiosa em ir olhar lá atrás da "cuisine"?

Taís Vinha disse...

Hahahahah, por isso que nunca vi trailler de pastel escrito: visite nossa cozinha!

Escrevi um comentário para vc no Ombudsmãe que republico aqui:

"eu também estranhei os meninos carregadores da cidade grande. Achava que eles sairiam correndo com minha compra na primeira oportunidade. Olha que desconfiada! Hoje não os uso mais porque herdei um carrinho de feira da minha irmã, que mudou-se para o exterior. Mas nenhum nunca sumiu com minha compra, hehehe. E o pastel...amo!!! De vez em quando sucumbo, e tem que ser com Guaranita, que é um guaraná local delicioso servido em garrafinhas caçulinha de vidro. As crianças deliram!"

Um beijão!

Clarice disse...

Pitanga, não tem jeito, mesmo copiando a receita não fica igual. Lá em casa sempre se embebedava o pastel, mas o gosto era outro. É igual a milho na praia.
Tomara que a chuva não tenha te assustado demais.
Beijos.

Taís, ingênua e confiante por natureza, nem me ocorreu que roubariam a sacola. Só mais tarde criei um lado deo cérebro pra essas "maldades".
Tentei carrinho, mas como sou muito alta virou penitência, então, agora que existe sacolão-produtos direto do produtor- num galpão, eu me lambuzo. Mas não tem pastel...
Ai, se a gente visitasse as cozinhas !
Beijos.

Clarice disse...

Pitanga, não tem jeito, mesmo copiando a receita não fica igual. Lá em casa sempre se embebedava o pastel, mas o gosto era outro. É igual a milho na praia.
Tomara que a chuva não tenha te assustado demais.
Beijos.

Taís, ingênua e confiante por natureza, nem me ocorreu que roubariam a sacola. Só mais tarde criei um lado deo cérebro pra essas "maldades".
Tentei carrinho, mas como sou muito alta virou penitência, então, agora que existe sacolão-produtos direto do produtor- num galpão, eu me lambuzo. Mas não tem pastel...
Ai, se a gente visitasse as cozinhas !
Beijos.