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8 de nov de 2008

Como se faz um homem

Para minha mãe, a religião organizada muito freqüentemente esconde sua mentalidade limitada sob o manto da piedade; e a crueldade e a opressão, sob o da honestidade. Mas isso não quer dizer que ela não me transmitiu valores religiosos. Para minha mãe, o conhecimento de pontos importantes das grandes religiões do mundo era uma parte necessária de uma educação impecável.

Em nossa casa, a Bíblia, o Alcorão e o Bhagavad Gita ficavam na prateleira juntamente com os livros da mitologia grega, norueguesa e africana. Na Páscoa ou no Natal [minha mãe] me arrastava para a igreja, assim como para templos budistas, para a celebração do Ano Novo chinês, para santuários xintoístas ou para antigos locais de rituais hawaianos. Mas fui educado para entender que isso não exigia nenhum compromisso de longo prazo da minha parte, nenhum esforço introspectivo maior ou autoflagelação.

Para minha mãe, a religião era uma expressão da cultura humana; ela não explicava a origem da humanidade, era apenas uma das muitas formas – e não necessariamente a melhor maneira – de o homem tentar controlar o desconhecido e entender as mais profundas verdades sobre nossa vida. Em suma, minha mãe via a religião pelos olhos da antropóloga que ela viria a ser; era um fenômeno a ser tratado com respeito, mas também com desapego. (.....)

E, apesar do seu secularismo, minha mãe era de muitas formas a pessoa mais espiritualizada que conheci. Tinha um instinto inabalável para a bondade, a caridade e o amor, e passou grande parte da sua vida agindo de acordo com estes instintos, às vezes em detrimento de si mesma.

Sem a ajuda de textos religiosos ou autoridades externas, trabalhou muito para transmitir a mim os valores que muitos norte-americanos aprendem na escola dominical: honestidade, empatia, disciplina, capacidade de postergar a gratificação pessoal e trabalho duro. Enfurecia-se com a pobreza e a injustiça, e desprezava aqueles que eram indiferentes a ambas.”

Você já deve saber quem é o autor. Para ler mais e descobrir o quanto universalista é essa pessoa, entre neste site. Não! Nada a ver com religião. Bom é ler todo o texto.

O texto foi enviado por Waldemar, que bem colocou que não é preciso ser fã para admirar seus pensamentos.

De minha parte torço para que essa educação esmerada resulte e benefícios para muita gente.

9 comentários:

salvoconduto disse...

Ainda bem que não tem nada a ver com religião, por isso é que lá fui.

Só espero que a religião, seja ela qual fôr, não entre pela Casa Branca a dentro. Separemos as águas. Não é preciso ser-se religioso para governar bem um país.

Clarice disse...

SalvoC, é bem verdade. Para ter uma conduta espiritualizada não é necessário seguir qualquer religião.Às vezes muito pelo contrário!
Abração.

Helô disse...

Que Deus ou Alá ou Buda ou os Voodoos do meu amigo senegalês Mamadou nos ouçam. Estamos precisando de mais espiritualidade, mais caridade, mais amor e menos religião. Que em nome dela já se cometeram as maiores atrocidades da curta história da nossa raça.

beijo e bom domigo.

Lúcia disse...

Educação tolerante forma espíritos tolerantes. Que ganhemos todos com isso, é o que espero.
Beijinhos, Clarice

São disse...

Primeiro que tudo: muito gosto em conhecê-la por foto que seja!
Em segundo, está muito bem, sim senhora!
Em terceiro, faço meus seus votos para bem do planeta!
Bem hajas!

Welker disse...

Por Odin! Talvez um ídolo inexistente em comum seja o que precisamos... é uma idéia brilhante. :T

Clarice disse...

Helô, enquanto isso os pastores milionários ...
Beijos, guria!

Lúcia, não é admirável a educação que eles inventaram nesa família?
Beijos.

São, a gente faz o possível, mas a certidão de nascimento nos entrega! Obrigada.
Todos dependemos de meia dúzia de poderosos. Que um deles seja pelo menos culto, não é?

Welker, você sabe das coisas, apesar de tão jovem! São os ídolos que estragam tudo e um belo dia caem.
O que mais me chamou a atenção foi aquela frase "...mas fui educado para entender que isso não exigia nenhum compromisso...". Uma pequena diferença entre informação e conhecimento.
Abraços, e boa semana!

Anonymous disse...

Estou passando para dar um beijinho e dizer que adorei sua foto. Vc está ótima. Lê.

Clarice disse...

Lê, esse beijinho é da hora! Na foto sol a pino e nada dos noivos chegarem.
Você faz meu espaço ficar especial com sua visita.
Obrigada e beijão.