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15 de out de 2008

Memórias de uma noite de rali



Um sábado desses, aquele em que o Avaí jogou no estádio da Ressacada, dia 27 de Agosto, voltava eu da formatura de minha nora(eita programão, até encontrei o J..., mais gordo impossível-mais largo do que alto!) e antes de pegar a rabeira do engarrafamento, no sentido centro aeroporto, por conta da saída dos torcedores(aquela bifurcação é um atentado contra a engenharia de tráfego!), ia eu no meu ritmo acelerado mas cuidadoso, tomando chuva pelas ventas. Limpador de vidro em velocidade alucinante. Escuridão e água. Boa combinação.

De repente, no meio daquela chuvarada, cones fechando a pista da esquerda. Na minha frente um desses carrões de cabine dupla, a uns 20 metros. Os cones ficavam no meio da pista central e no meio da poça d'água. Assim, quem passava ao lado dos cones entrava no meião da piscina. O carrão foi surpreendido, passou e levantou uma coluna d'água de uns 3 metros de altura, que me cegou por breves pedaços de segundos. Não tinha como desviar sem provocar um acidente. Imagine freiar e virar o volante. Só maluco! Com uma dúzia de carros atrás de mim a foto iria ficar lindinha no jornal.


Descobri que tinha entrado numa piscina, quando alguém passou a dirigir meu carro. Sorte (!) que eu já tinha passado por uma experiência parecida em frente ao Angeloni há anos. Tirei o pé do acelerador, segurei o volante com vinte mãos, os dois pés, a boca e o coração, abri bem os olhos pra ver em que poste eu ira acertar e deixei planar. Não dá tempo de pensar nem de fazer muita coisa. Uma reaçãozinha instintiva e quem sabe inteligente e nada mais.

Por mais sorte ainda, só tinha aquele carrão por perto e eu fui parar na pista da direita. Vazia. Ufa! Hora de reduzir a marcha e respirar. Voltei para a pista do meio e mais adiante para a da esquerda, por uma lógica que só quem conhece aquela via sabe. Não deu outra! Dei de cara com um carrinho, tipo Ford KA, encrencado, parado. Deve ter enchido até o ventilador de água. Foi uma manobra cinematogáfica. Adivinhe onde? Quase em frente a três policiais parados perto da viatura, bebendo água pelo boné. Não sei quem lembra, mas naquele sábado choveu tudo e mais um tanto em Florianópolis.

O que eu lembro daqueles ilustríssimos, humpf !... senhores é de três pares de olhos arregalados virando juntos em minha direção. Detalhe: depois da manobra sobrou tempo para passar perto deles, baixar o vidro e gritar: Carro parado, seus b...!!!


Tive tempo para me recuperar dos dois sustos. Mais de uma hora parada na fila. De olho no retrovisor pra ver se qualquer um dos três, digamos, espantados policiais viria atrás de mim. Depois dessas peripécias, um bate-boca fecharia o dia com chave de ouro. Ou a cela da cadeia.

Para a felicidade geral da nação e dos bichos que me aguardavam em casa, não precisei perguntar a eles o que faziam parados como sapos, quando deveriam exigir que o motorista que estava fora do carro, puxasse o estrago para o canteiro. Cena, que, aliás, eles viam de onde estavam.

Quem ganhou o jogo? O do Avaí quem sabe é o Pacheco. Mas pra mim foi Clarice: Dois. Temporal : Zero!

Foto: encontrei por aí.

2 comentários:

Pitanga Doce disse...

Mas que aventura! 27 de agosto? Xôvê...huum estava ocupadíssima do lado de lá.


Seguiu mail, "frô".

Clarice disse...

Mila, eu deveria escrever um livro sobre minhas peripécias no trânsito, mas acho que dirijo melhor do que escrevo, então...
Beijos.