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12 de set de 2008

Sexta-feira é dia!

Estimulada(envergonhada um bocadinho) por esse jovem jornalista, que meteu a mão e arrumou seu quarto, olho a pilha de papéis e outras tralhas, que decoram minha mesa, apoiados precariamente numa parede e resolvo baixar sua altitude injustificável.

A agenda telefônica volta para a sala. O volumoso livro Tábula Rasa- preciso de estímulo para encarar esse assunto!- ainda quase virgem, sobe um andar e acrescenta um pouco de desordem aos livros já lidos. A coleção de retalhos guardados durante uma vida precisa de uma seleção apurada. Ácaros quase dinossáuricos vão levar um susto!

Não sei de quantos escritos darei conta hoje e o que aparecerá nesse ninho, mas é preciso encarar. Não tem outro jeito! Que melhor programa para uma sexta-feira chuvosa?

No dia 06/08/2006 anotei:

" A amizade tem que ser como roupa folgada. Confortável. Gostosa de ter. Daquela que a gente nunca quer se desfazer, mesmo esburacada, de bainha desmanchada, sem botão ou desbotada"

E embaixo disso o nome e novo telefone( novo há um ano atrás) de uma amiga muito querida, com quem mantenho uma ligação que não precisa de encontros freqüentes. Quando nos falamos, ultimamente mais por telefone e pela rede, é como se nosso último encontro tivesse sido ontem. Uma intimidade que se atualiza em longos papos, que dão continuidade àqueles que curtíamos sobre cadeiras e toalhas de praia, alguma cerveja, alguma festa noturna, algumas tristezas, alguma fumaça, o peixe fresquinho preparado pela mãe dela e quase minha; a família inteira emprestada e cada vez maior.

As conversas que antes miravam os amores, hoje se voltam para os filhos, as novidades, os receios, notícias sobre ex-colegas e pessoas que fazem fundo para essa amizade.

Como é que esta Ilha pode ser assim tão grande, que nós duas não nos encontramos há mais de quatro anos?

Bentinha, melhor encomendar logo um bule de café, viu?

2 comentários:

Lúcia disse...

Uii - estas amizades - as conversas que dão. E a mudança de tema das mesmas é o sinal dos tempos a passar e a vida a correr.
Beijinhos, Clarice

Clarice disse...

Lúcia, nessas conversas de vez em quando eu digo: mas como essas crianças ficaram velhas assim depressa?
É o jeito de perceber que eu também fiquei. Ai!Ai!
Abraços.