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26 de jul de 2008

Seleta de Sábado

Não que seja raro, mas esta noite, mais uma vez, despertei e fiquei salvando o mundo num atropelo de pensamentos.

Aquelas crianças no programa da Oprah a chorar copiosamente de saudade de uma mãe, que foi-se embora com outro há dois anos e nunca pra nunca mais, não havia jeito de tirar da cabeça. Que crueldade! A menina hoje com 11 anos, precocemente amadurecida e o menino com 5.

-Eu até fiz cara de cachorrinho triste pra ela ficar, mas não adiantou, disse o pequeno entre lágrimas que pareciam não ter fim. (Não perca de vista que quando ela se foi ele tinha 3 aninhos!)

Assim começou minha noite de sexta-feira. Encharcando uma toalha de papel. Só podia virar insônia.

Nem vou comentar a crueldade, mas fico pensando: Como um homem pode se apaixonar por uma mulher que abandona os filhos, caraca? Como ele consegue respeitá-la? Como uma mãe tira os filhos de sua vida assim por um cara? Que raio de coração é esse que não tem espaço para os filhos?

Enquanto escorregava pelo túnel da insônia, tendo como pano de fundo aqueles dois pares de olhinhos tristes, decidi que o dia seguinte(hoje) seria boa hora para arrumar algumas coisas em meu armário de bagunça.

Pastas e mais pastas, papelotes, fotografias a escanear. E se a indesejada das gentes chegasse, o que as pessoas fariam com isso tudo? Tá louco! Entonces, lá vai o primeiro pensamento do primeiro retalho de papel de uma pasta cheia de coisas inúteis mas importantes:

"Acredito no positivo, não no negativo. Os riscos são os mesmos." Oscar Motomura

4 comentários:

Pitanga Doce disse...

Minha querida Clarice, acho que nós vivemos num mundo a parte. Há mais mães desse tipo que descreves, do que pensas. Ó se há!!!E eu, como tu, pergunto: como podem????

beijos de sábado

São disse...

Zogia mia, parir é uma particularidade biológica de qualquer fêmea.
Ser mãe(ou pai) é tarefa de ser humano.
E há criaturas que de humanidade só guardam a forma física.
Bem hajas!

salvoconduto disse...

As duas crianças tiveram apenas uma fêmea que as pariu.

Pobres coitadas acreditaram que era mãe...

Ainda bem que encontraste esse retalho de papel.

Abreijo

Helô disse...

Assino embaixo dos comentários.

E tenho pensado muito também no armário de bagunça...

beijo chove-chuva