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12 de jul de 2008

O Homem Só

Ele era muito solitário. Morava num lugarzinho de quarto e cozinha. Não tinha amigos. Era só ele, a mesa, a cama e as paredes.

Um dia encontrou no lixo um pôster de uma estradinha no meio de um bosque. Pendurou na parede que ele olhava fixamente antes de dormir, no lado direito da cama.

Naquela madrugada de chuva e frio, enquanto o sono não vinha, começou a lembrar de tudo o que sonhara para ele desde a infância.

Levantou, vestiu o casaco, calçou as botas, pegou o guarda-chuva, entrou pelo pôster e nunca mais ninguém viu.

Foto do Caminho de Santiago

4 comentários:

Pitanga Doce disse...

Um número sem conta de caminhos como este povoam os meus sonhos e sabes bem aonde eles estão.

beijos e seguiu mail.

outra carol disse...

Ele não tinha nada, não tinha ninguém.. mas, quando a noite chegava, como sabia sonhar! É, às vezes isso pode ser suficiente!


Belo texto, Clarice. Um beijo pra ti.

JAIR disse...

Eu tive a sorte de passar nesse caminho, e quando o vi agora em seu blog, a suade veio a tona.
Beijos.

Clarice disse...

Pitanga, o bom é que se pode fazer e desfazer caminhos, não é?
Beijos

Carol, sonhar é sempre bom; ruim é se perder nos sonhos. Ou não?
Beijos.

Jair, bom receber você. Fico contente por trazer saudades. Sempre de coisas boas, como andar por caminhos desejados.
Abraço e volte.