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10 de jul de 2008

GESTÃO CONTEMPORÂNEA



"Semana passada convidei uns amigos para um almoço em um restaurante próximo ao nosso escritório, e notei que o garçom que nos atendeu levava uma colher no bolso da camisa. Achei esquisito, mas tomei isso como um fato casual. No entanto, quando o encarregado da mesa trouxe água, copos e talheres, notei que ele também tinha uma colher no bolso da camisa. Olhei em volta, no salão, e percebi que todos os garçons, garçonetes e atendentes também levavam uma colher no bolso da camisa. Quando o garçom voltou para tomar o pedido, perguntei:

-Por que a colher?

Bom, - explicou - os donos do restaurante contrataram a consultoria Andersen, experts em eficiência, com o objetivo de revisar e melhorar todos os nossos processos. Depois de muitos meses de análises estatísticas, eles concluíram que os clientes deixavam cair no chão a colher com 73% maior freqüência do que os outros talheres. Isso representava uma freqüência de queda de 3 colheres por hora por mesa. Se o nosso pessoal ficasse preparado para cobrir essa contingência, nós poderíamos reduzir o número de viagens à cozinha e, assim, poupar mais de uma hora e meia por homem por turno.

No momento em que estávamos falando, escutou-se um som metálico na mesa atrás da gente. Rapidamente o garçom que nos atendia trocou a colher caída por aquela que ele levava no bolso, e me disse:

- Pegarei outra colher quando for à cozinha, assim não farei uma viagem extra para buscá-la agora.

Meus amigos e eu ficamos realmente muito impressionados. O garçom continuou a anotar o nosso pedido. Enquanto meus convidados ordenavam, continuei a observar ao meu redor. Foi então, quando observei de relance uma cordinha fininha pendurada no zíper da calca do garçom. Rapidamente, percorri com o olhar o salão para me certificar que todos os garçons levavam a mesma cordinha pendurada no zíper da calca. A minha curiosidade foi muito grande e, antes do garçom se retirar, perguntei:

-Desculpe, mas por que tem essa cordinha justo aí?

-Oh, sim! - respondeu, e começou a falar em um tom mais baixo: Não tem muitas pessoas tão observadoras quanto o senhor. Essa consultora de eficiência da qual lhe falei, achou que nós também poderíamos poupar tempo na ida ao banheiro.

-Como é isso?

- Veja bem: amarrando esta cordinha na ponta do....bem, você já sabe, podemos sacá-lo para mijar sem tocá-lo e dessa forma, eliminamos a necessidade de lavarmos as mãos, encurtando o tempo gasto no banheiro em 67% por homem.

- Que ótimo, isso tem muito sentido, mas....se a cordinha ajuda a sacar, como é que volta a guardar sem encostar a mão?

- Bem, eu não sei como fazem os outros, mas eu uso a colher."

6 comentários:

Tozé Franco disse...

Olá Clarice.
Já conhecia a história mas com um vendedor de bolos. Acho-a engraçadíssima.
Vou linkar o seu blogue.
Um abraço.

salvoconduto disse...

Só agora conheci este blogue, gostei, vou voltar.

São disse...

RRRsssrrsss

Gostei!

Feliz final de semana.

Clarice disse...

Tozé, essas piadas correm mundo e alguém sempre faz questão de reconstruí-las. melhor almoçar em casa, não?
Abraço.

Salvo conduto, obrigada pela visita e comentário. Sempre haverá uma cadeira para você.Passei pelo seu blogue e também gostei. Vou ler seus textos com tempo para apreciá-los melhor.
Abraço.

São, eu prefiriria pegar a colher no chão e trocá-la, mas sabe-se lá o que ocorre na cozinha...
Aproveite seu final de semana também. Obrigada.
Abraço.

Pitanga Doce disse...

Ô Clarice, meu bem, vou ficar de olho nos bolsos dos garçons e suas respectivas cordinhas. Quando a minha colher cair no chão, fico com ela mesma. hehehe

beijos de sábado com cara de "será que chove"?

Clarice disse...

Pitanga,ou isso ou levar umas sobressalentes na bolsa.
Abraços.