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27 de nov de 2006

Programa de domingo encharcado(ou, onde é que eu vou me esconder disto?)

Essa porqueira chegou na TV!

Quando comecei a assistir, pensei que tivessem esquecido que deveria ser legenda em português. Que eu havia selecionado o idioma errado. Fosse em sueco e eu estaria perdida e perderia um filme até bonzinho. Mas, que nada! É um tal de cyber movie. Repare na carinha de deboche no canto superior direito!

Um sacrifíco para ver o filme até o final. Um cansaço!


Pode ser modernidade, o caramba! Para mim isso é língua de tolo, para não dizer coisa pior. Eu acompanho a vida e novidades, mas nem tratador de gansos da França me convence a usar isso. Vá lá um "vc" de vez em quando, ou um "tb".
Alguém está me devendo 750 miligramas de paracetamol, que eu vi o filme e de brinde levei uma dor de cabeça seleta por conta dessa língua prtgs hrrvl.

Oh, ao fundo vê-se o fogão, sim, e o sinal do flash, que eu nem iria perder tempo editando a foto de um besteirol desses.

11 comentários:

Dalva Maria Ferreira disse...

Claire, concordo inteiramente com você. É tão bonito estudar a nossa língua portuguesa, conhecer novos vocábulos, comparar as suas origens e o seu desenvolvimento! Fiz o curso clássico, nos idos dos anos 70. Talvez uma das últimas turmas, antes da destruição que ocorreu com a reforma educacional. Fiz Latim, que muitíssimo me ajudou no posterior estudo das línguas, já que fiz faculdade de Letras. É verdade que a língua é dinâmica, que ela evolui. Mas isso? É "novilíngua" - e o fim disso a gente pode imaginar. Triste, muito triste...

Maranhão disse...

É o fim dos tempos.

Abraços

Susana disse...

Olá Clarisse, acredito que a língua é um dos maiores patrimônios de um povo. Isto que está acontecendo com o “nosso português” é briga antiga. Na verdade, não é bem a nossa língua que está em crise. Sofremos uma decaída cultural bárbara nas últimas décadas. Falo isso comparando os cadernos de meus filhos com a lembrança de meus trabalhos escolares. Meu caçula cursa a 6ª série e não leu nenhum romance este ano. Meu primogênito cursa o primeiro ano do curso de direito e “apanha” no português aplicado. Concordo com o Prof. Bechara quando fala que não existe uma crise no idioma e sim uma crise sócio-cultural. Outros lingüistas falam que o idioma é um sistema vivo e, por isso, tende a evoluir, aceitando novas ortografias e morfologias. Não sou especialista na área, até esqueço alguns tremas, engulo algumas vírgulas e a crase ainda é um dilema para mim. Tive uma iniciação singela no latim por conta do meu trabalho – sou bibliotecária, organizo um acervo de obras raras. Como contribuição para esta “evolução”, vou continuar usando a língua culta porque julgo necessário, e tentar entender essa nova comunicação para não ficar “ilhada”. A ilustração que usaste hoje não é democratização, nem tampouco evolução, e sim empobrecimento de um idioma. Um abraço.

Anonymous disse...

Clarice que fimel é esse? A legenda parece conversa de internet (nem todos escrevem assim) E por quê da carinha verde? Estou por fora do mundo moderno...

Bjs boa Quarta.
Angel

Clarice disse...

Dalva, quase fomos colegas, então. Eu cursei o tal Clássico também. Colei muita declinação de latime e minha paixão pela língua portuguesa foi muito ajudada por ele também.
"O novo sempre vem", mas dá licença, né? Linguagem de chat é para quem quer ficar em salas próprias. Agora, empurrar uma legenga dessa a título de se modernizar e ganhar os telespectadores que a usam na rede ou celular e similares é dose!
Beijão.

Susana, como a gente sofre com essas coisas, não é? Cometo erros quando os cometo, aceito que me iluminem, mas existe a coisa básica, que você colocou muito bem, que se chama cultura.
Não se trata de excluir diferenças, mas de preservar o que é bom. Já não basta essa salada de origens de nosso vocabulário?
Ou será que essa seria a nova língua brasileira?
Que profissão linda você tem!
Abraço grande.

Ricardo, talvez dos tempos em que se tinha a preocupação com cultura, que faz tanta falta não é?
Você, que escreve tão bem, salva um pouco dessa língua.
Beijo.

Angel, juro que estou tentando lembrar o nome em inglês ou português, mas a memória falha e não é trocadilho com a história do filme, não!.
É a história de um rapaz que acorda num hospital com amnésia, após um acidente.
As lembranças chegam de duas maneiras e fazem duas histórias da vida dele, com personagens com papéis diferenciados e até opostos em cada história. Ele precisa escolher em que acreditar.
O final é surpreendente.
Abraço.

Anonymous disse...

Clarice
Estou parecidinho com a Angel.Me distanciei do mundo moderno por opção.É que não me habituei a ver prosperarem coisas idiotas como essa aí.Argh........

W.Henrique

Clarice disse...

Waldemar, neste caso eu ainda prefiro ficar de fora também.Tem modernidades e coisas como essa.
Abraço.

Anonymous disse...

Angel = Ângela

Hahahaha

Clarice disse...

Ângela :}

Anonymous disse...

Gente ...
vamos acostumar com a vida moderna, pois até o palacio nacional já entrou nessa, quando a primeira dama pergunta ao presidente:
Querido o que é leptospirose ???
-Copanhêra, é uma doença que ataca os usuários de lépitóp, transmitida pela urina do mauzi !
neu.

Clarice disse...

Neu, o troféu segue via Sedex!
Beijo.